Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

O blogger patológico...

Porque blogo? Mais curioso ainda: porque coloco tão pouca coisa no meu blog e passo o tempo a responder em blogs? Isso é mesmo efémero porque não guardo sequer registo sistemático dessas coisas. De vez em quando vou por aí recuperar umas coisas (avé Google) sobretudo à minha fonte primária de material: http://oitoecoisa.blogspot.com/. Oito e coisa: agradecimentos mil.


E à procura de uma explicação para esta minha patologia bloguista disse algures por aí:

[...
“o inferno são os outros”, dizia o tal filósofo que viajou para Portugal no pós 74. Eu não concordo. Os outros não estão no nosso caminho, os outros fazem parte desse caminho. Para mim o inferno é o que me separa dos outros e a frustração por essa distância.
...]

 

Talvez uma resposta, talvez uma resposta... me ajude a...

publicado por ManyFaces às 17:29
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5 comentários:
De no baile da d. ester a 20 de Maio de 2007 às 12:21
fonte primária de material? ora toma. Bons olhos o leiam.

("o dono deste blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts"? uma das caras trabalha no SIS é?)
De ManyFaces a 21 de Maio de 2007 às 17:43
Deveria ter dito: fonte primária de inspiração. O material vem depois da inspiração.

Quanto ao IP: achei que dava um ar respeitável ao blog (I'm watching you). Insegurança de iniciado. Medo que digam mal do blog: "que blog de merda", "muda de ramo". Achei que não ia resistir a bombistas desse género (e como tal a malta de fraca resiliência à crítica mete a moderação).

Pronto, agora sem rede: Nem IP nem moderador. Portem-se bem e com carinho.
De seteepicos a 30 de Maio de 2007 às 15:10
e uma pergunta: porquê se preocupa por blogar pouco no seu blog e comentar mais nos outros?

Talvez responder a esta pergunta possa ajudá-lo a compreender melhor aquilo que chama blog patológico. Digo eu, em grego...

De qualquer maneira, seja aqui ou na outras chafaricas, gosto imenso do que escreve.
De zero fem. a 7 de Junho de 2007 às 12:51
Talvez seja mais 'porque comecei um blog' do que propriamente 'porque blogo ' a pergunta. Talvez.
O início é sempre um bom sítio por onde começar. As razões não serão com toda a certeza as mesmas mas por serem pontos ligados por uma linha comum talvez dê para ir puxando o novelo.
Há vontade de guardar? Então porque não guardar?
Responder aos outros blogs é bom. São pequenas ou grandes coisas que nos mudam o dia, aquelas que lemos, e não queremos que o nosso sorriso ou ideia fique por expressar, que esse feedback não chegue.
Mas são procuras distintas movidas por impulsos distintos.
Uma coisa é poder partilhar o mundo dos outros e trocar coisas nossas com eles. Outra coisa bem diferente é ir acumulando coisas nossas numa caixa virtual. Da mesma maneira que se trazem pedras e areia dos sítios por onde se passa e se guardam recibos e rolhas de champanhe e bilhetes de comboio e cinema antigos e toda a espécie de inutilidades muito úteis na tarefa de recordar. Tempos depois aquelas coisas não fazem o sentido que faziam na altura em que as guardámos. Ao lermos posts antigos por vezes regressamos um pouquinho àquele momento que ficou para trás e lembramo-nos de como era... de como era ser aquela pessoa.
É como por tudo o que não se quer deitar fora na mesma gaveta e ela vai enchendo e ficando uma confusão. Aqui a confusão arruma-se sozinha e a gaveta fecha sempre.
Também tive uma patologia dessas.
Achava que nada era suficientemente importante para ser guardado. Das duas uma, ou era algo 'do momento e que amanhã já nem me lembro' ou 'tenho tempo. vou andar com isto no ouvido e não me esqueço'. E o blog ficava vazio.
Por qualquer razão tinha-me convencido de que tinha que ter um crivo. Mas a maravilha é que todas as coisas que parecem lixo hoje são recordações amanhã.
Quanto a haver terceiros com acesso ao blog.
Se pegarmos na gaveta desarrumada e cheia de tralha de qualquer desconhecido podemos não conhecer a pessoa, mas aprendemos sempre qualquer coisa.
E quando a nossa gaveta se arruma sozinha e fica cheia de coisas nossas passamos a senti-la como o baú dos pequenos tesouros em pouco tempo. E como qualquer coisa boa e próxima do eu nas nossas vidas queremos partilhá-la. Mostrar ao mundo.
E a caixa, esperta como é, mostra-se sozinha.
Ao outros, mas também a nós próprios.

Espero que ajude. Enfim.
Muito boa sorte na procura de respostas.
E bom caminho.
De Antonio Ferrão a 28 de Junho de 2007 às 08:28
Olá Manyfaces
Curioso como partilhamos patologias. Se juntasse o que deixo espalhado por essa sala de convívio virtual, o "meu" blog seria dez vezes maior. Penso que é o efeito do contexto das conversas criado por outros.
Um abraço

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