Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Na Terra dos Bravos

Inovação é destruição criativa (Schumpeter).

O problema é conseguir viver com isso. O dilema é  não se poder viver sem isso. Destruir para criar de novo. Ele foi o primeiro a explicar a inevitabilidade dos ciclos económicos e o papel da destruição criativa no processo. Antes dele não era claro que há sempre um compromisso entre equidade e eficiência, entre estabilidade e desenvolvimento. É tudo uma questão de escala. Olhe-se para o PIB de um Pais ao longo do tempo e deixe-se a economia em paz (estado em serviços mínimos). À escala de 10 anos tudo parece tumultuoso, cíclico, instável. Afasta-se a escala para 100 anos e vê-se uma linha bastante menos instável, com tendência sempre ligeiramente crescente. É a economia a crescer por entre o tumulto dos ciclos. E depois vem a parte mais interessante: veja-se o ciclo na pequena escala e tente-se interferir com ele. Seja por se querer diminuir o desemprego, para reverter um ciclo depressivo aumentando o investimento público,…. Volte-se à escala dos 100 anos e veja-se o efeito da interferência: a linha continua bastante estável mas cresceu menos do que antes. E perante isto os liberais dizem: deixem a economia em paz. Os keynesianos dizem: eu vivo na escala menor e quero chegar ao fim do dia vivo (”no longo prazo estamos todos mortos”). Os dois têm razão e por isso digo que gosto de Friedman e de Keynes . Depende daquilo que se valoriza. E por isso acaba por ser o ADN de cada sociedade que define a política económica. Na terra dos Bravos há poucas dúvidas.

publicado por ManyFaces às 11:09
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A Bruta Flor do Querer

“A liberdade humana só pode ser atingida quando o Homem se libertar das necessidades”.

Quando isso acontecer já não seremos humanos, mas outra coisa qualquer, mais próxima do pó galáctico e menos próximo da essência do humano: O querer. A bruta flor do querer, como diz o Caetano Veloso. Quem tenha um filho de 3 anos sabe do que falo. Quando ele diz Eu Quero, está mesmo a falar a sério. Com a idade o querer é temperado, adequado aos outros, adquire inteligência e sofisticação, mas não se perde. Quando se perder já não seremos esta coisa feita de querer, fundada no querer. Estaremos mais próximos das amibas, que são bem menos interessantes do que nós.

publicado por ManyFaces às 11:05
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